terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Poema Triste - Paula Wenke


Buriti tão buritinho,
Por quais núvens voas,
assim, escondidinho?

Aqui as horas, histórias, lembranças e dias se desfusoram,
embaralhando momentos que como devaneios, evaporam.
Acomodam-se os suspiros, abaixam os termômetros ora tão quentes
do ar que condiciona a um sono frio, com sonhos sem fortes arrepios.

E lá fora as ondas continuam a salgar areias lisas, acomodadas.
E lá fora o céu continua a abraçar a Terra,
mesmo que desterrada.

E ainda lá fora as estrelas sem brilho piscam enamoradas
para os rios fugidios que desembocam em jorros apressados,
pelas estrondosas
Pororocas!

Mas há a Lua cíclica. A modesta esperança se renova!
Sabendo-se hoje minguante, tem em mente certeira:
Ao ajustar os fusos confusos, logo plena, bojuda,
se encheia.

Um comentário:

Eder Silva disse...

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