
Buriti tão buritinho,
Por quais núvens voas,
assim, escondidinho?
Aqui as horas, histórias, lembranças e dias se desfusoram,
embaralhando momentos que como devaneios, evaporam.
Acomodam-se os suspiros, abaixam os termômetros ora tão quentes
do ar que condiciona a um sono frio, com sonhos sem fortes arrepios.
E lá fora as ondas continuam a salgar areias lisas, acomodadas.
E lá fora o céu continua a abraçar a Terra, mesmo que desterrada.
E lá fora o céu continua a abraçar a Terra, mesmo que desterrada.
E ainda lá fora as estrelas sem brilho piscam enamoradas
para os rios fugidios que desembocam em jorros apressados,
pelas estrondosas
Pororocas!
Mas há a Lua cíclica. A modesta esperança se renova!
Sabendo-se hoje minguante, tem em mente certeira:
Ao ajustar os fusos confusos, logo plena, bojuda,
se encheia.
Ao ajustar os fusos confusos, logo plena, bojuda,
se encheia.
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