quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Afrodite - Paula Wenke


Afrodite


Da concha, trazida por longas ondas,
vem à pique, a bela deusa Afrodite.

Da concha, da espuma até a bruma,
vem ela una, vem ela nua, toda sua.

Do mar, vem a deusa encaracolada,
Com cintos e "sintos" de se fazer amar.

Da brisa-vento, vem seu doce intento.
Do netunoceano, vem o “euteamo".

E acaba assim, com o mais abrupto fim,
o poema da Vênus, de coração carmim.

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