terça-feira, 2 de outubro de 2007

Espinho - Paula Wenke

Espinho
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Neste poema que enleio,
costurando breves versos,
abotoando esparsas rimas,

Cabem tormentos diversos
de um coração sem esteio
e um corpo todo em ruínas.

Este poema que leio
É da moeda, o anverso
É do tempo, o mesmo clima

De um amor então disperso
De uma dor sem rodeio
que fere a flor de menina.


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